Solana Star

Com o passar dos anos virei um ser humano de razoável convívio social. Mentiras, raiva, monotonia e ausência de som não fazem parte da minha vida. O lado pessoal estará sempre presente, assim como a crítica e emoção. Benvindo ao jeito Alan de ser!

Sunday, September 05, 2004

Diário de Bordo, data estelar 5092004

14 de setembro de 1987 - o navio Solana Star, perseguido desde o Pacífico, despejou na costa do Brasil 30 toneladas de cannabis indica na forma de latas de 1,5 kg. Elas foram parar nas praias e houve o "verão da lata''.

Histórico: Construído em Formosa com o nome de Foo Lang III, sofreu reformas na Austrália sendo rebatizado Geraldtown Endeavour, em 1986 foi rebatizado Solana Star, de bandeira panamenha.
Em 14 de setembro de 1987, os tripulantes do Solana Star, iate pertencente à empresa Compal Investimentos S.A., foram avisados de que a Policia Federal e a Marinha do Basil sabiam da carga de maconha que traziam nos porões. As autoridades brasileiras tinham sido avisadas pelo Drug Enforcement Administration (DEA).
Os tripulantes despejaram na costa de São Paulo e Rio de Janeiro cerca de 20.000 latas com 1,5 quilos de maconha prensada com glucose e as autoridades conseguiram recuperar apenas 2500 latas; com isso o verão no sudeste ficou caracterizado como o "Verão da Lata", em alusão à otima qualidade da maconha desses recipientes. O navio foi confiscado e o cozinheiro do navio foi preso.
Apesar da companhia proprietária alegar que desconhecia a carga e teria o navio arribado no porto do Rio de Janeiro devido a defeito mecânico, o mesmo foi confiscado em 1987, permanecendo por dois anos no Arsenal de Marinha. Em junho de 1989 foi levado a leilão e arrematado por NCZ$ 470.000, destinados ao Conselho Federal de Entorpecentes.
Arrematado inicialmente pelo empresário Henri Bueno para tornar-se um iate de luxo, foi reformado e tornou-se um atuneiro. Partiu da Ilha da Conceição (Niterói) para sua primeira viagem de trabalho e, pouco depois da meia-noite do dia 11 de outubro de 94, estava ao largo (2 milhas) da Ilha de Cabo Frio. Os tripulantes dormiam, chovia e o sudoeste ventava muito. Subitamente o barco adernou e emborcou (segundo os tripulantes por excesso de peso), ficando apenas o casco para fora, onde ficaram agarrados vários tripulantes.
A Marinha enviou para o local os rebocadores Tridente, Almirante Guillobel e Triunfo, além de um helicóptero; no início da manhã foram resgatados 17 pescadores por um barco da empresa Brasfhish, no decorrer do dia mais um pescador foi retirado do mar, após horas de deriva.

O texto não é todo meu, foi recortado e editado após uma busca no google. Ele sintetiza uma parte de minha vida e a precisão em relatos históricos com a riqueza de detalhes.
Sempre colocarei a história, o momentum e o trivial aqui. A sorte está lançada!

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